quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Caso Joel: nove PMs vão responder por homicídio doloso

l A TARDE
Os nove policiais militares apontados como responsáveis pela morte do menino capoeirista Joel Castro, 10 anos, no dia 21 de novembro de 2010, vão responder por homicídio doloso triplamente qualificado. O juiz Ernane Garcia Rosa, da 2ª Vara do Júri, aceitou nesta terça-feira, 8, à noite, integralmente, a denúncia do Ministério Público e determinou a citação dos acusados, informou o promotor Davi Gallo.
"Agora vai ser instaurado processo e, se for comprovado mesmo, como as provas estão aí mostrando, eles vão a júri", afirmou o promotor de Justiça, em referência ao julgamento popular, acionado em casos de crimes dolosos contra a vida. Os acusados têm dez dias para apresentar defesa escrita. Se condenados, eles podem receber pena de até 40 anos de prisão.
O promotor explicou que a tripla qualificação se deve ao fato de o crime ter  tido um motivo torpe, oferecido  perigo comum e impossibilitado a defesa da vítima. A denúncia do MP foi realizada no último dia 14, apreciada somente nesta segunda pelo juiz.
Responde a processo como autor o soldado Eraldo Menezes de Souza, lotado na 40ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar), que efetuou os disparos; e como co-autor o tenente PM Alexinaldo Santana Souza, que comandou a ação policial.
Os outros sete PMs – Leonardo Passos Cerqueira, Robson dos Santos Neves, Paulo José Oliveira Andrade, Nilton César dos Reis Santana, Luís Carlos Ribeiro Santana, Juarez Batista de Carvalho e Maurício dos Santos Santana – respondem por participação, por omissão de socorro.
Joel foi atingido com dois tiros na cabeça, no quarto, quando se preparava para dormir. Os policiais, segundo relatos e como comprovou a perícia, chegaram atirando indiscriminadamente.

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