segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Se Essa Moda Pega!!!!

Policiais argentinos são flagrados fazendo sexo em carro patrulha

Caso ocorreu na província argentina de Mendoza.
Operador sintonizou frequência de rádio e ouviu gemidos.

Da France Presse
Sexo foi captado por rádio. Sexo foi captado por rádio. (Ilustração: Arte/G1)
Dois policiais da província argentina de Mendoza foram flagrados fazendo sexo dentro do carro patrulha enquanto estavam de serviço, informou no sábado a imprensa local.
A dupla, um homem e uma mulher, foi descoberta quando um operador do serviço de emergência da polícia sintonizou a frequência do carro patrulha e mandou um comunicado sobre a suspeita de que os agentes estavam em perigo.
No entanto, quando ligou o retorno do rádio do carro da dupla, o operador escutou gemidos e frases eróticas transmitidas através do equipamento de rádio, cujo som ambiente podia ser captado, apesar de o aparelho estar desligado.
Os dois amantes foram punidos e transferidos para outras dependências da polícia da província de Mendoza.

G1

Misterio

Estudante baiano da Ufba desaparecido entra em contato com a família

A Tarde
O estudante de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Luiz Henrique Souza Silva, de 26 anos, desaparecido há 20 dias na Argentina, entrou em contato com a família através de um suposto e-mail neste domingo, 30, informando sua localização.
Os usuários do microblog Twitter fizeram circular a informação, que gerou burburinho na web. Amigos do estudante confirmaram seu contato com os familiares e postaram a mensagem num blog por eles (clique aqui para acessar) onde atualizam informações sobre o paradeiro de Luiz. Confira abaixo a mensagem publicada no blog:
“Gente,
Muito obrigado pela ajuda de todos e todas vocês, conseguimos contato com Henrique e ele está vivo. Ainda não sabemos nenhuma outra informação. Até segundo momento o blog funcionará durante mais uma semana, e em seguida sairá do ar.
Atenciosamente, amigos e amigas de Henrique”.
Desaparecido há quase um mês, Luiz está há um ano e meio viajando pela América Latina, onde estava hospedado há alguns meses na casa de uma amiga, numa ilha do Delta do Rio Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires. A busca pelo estudante já mobilizou o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada, o Consulado Geral do Brasil na Argentina, além da polícia do país.

ECONOMIA

Pecuaristas baianos apostam na criação de ovinos para corte

Criar cordeiro para corte é um bom negócio para pecuaristas baianos. Com o direcionamento da produção dos criadores uruguaios – responsáveis por 80% do fornecimento deste tipo de carne para a alta gastronomia brasileira –  para os mercados anglo e europeu, abre-se aos brasileiros a oportunidade de ganhos significativos no mercado interno.
“Enquanto a arroba do boi é cotada a R$ 100, a do cordeiro é negociada por R$ 150”, ressalta o criador de gado bovino e ovino do município de Senhor do Bonfim, José Ranulfo Guimarães. Ele conta que investe na criação de cordeiro há quatro anos, quando começou a perceber a tendência de expansão desse mercado. A intuição, à época, se confirmou em bons lucros.
Valorização estimula criadores aianos a investirem na produção para o mercado paulista “Nesse período, a alta foi, em média,  de 50%. Só no ano passado, a carne de cordeiro subiu 42%, passando a custar R$ 10 o quilo”, diz. “E não vai parar por aí”, acredita. Hoje, a fazenda possui plantel com 2,5 mil matrizes. O plano é ampliar este número para seis mil até 2012.

“A Bahia  está começando a criar cordeiros. É um gigante adormecido. Temos apenas 20% do que precisamos para atender a ao mercado”, avalia Guimarães, referindo-se, como ressaltou, à produção de carne de qualidade.
Segundo ele, uma das condições para o sucesso nesse exigente mercado é o investimento em genética. “A oportunidade está aí, mas precisamos adquirir o conhecimento e aprofundar a pesquisa, coisa que o pessoal da agricultura já faz”, frisa Hélcio Souza,  representante da  Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia (Acooba) na Câmara Setorial da Cadeira Produtiva de Caprinos e Ovinos.
O melhoramento genético, diz ele,  é de fundamental importância para a produção de animais cujas carcaças ganhem peso em menos tempo e possuam carne com bom teor de gordura. “Aqui cruzamos Dorper com Santo Inês. Em cinco meses, esse gado atinge 20 kg de carcaça. Normalmente, isso demoraria um ano”, conta Guimarães. 


Juliana Brito /A TARDE

BBBesteira 11

BBB 11: Rodrigo e Michelly são eliminados do reality show

A TARDE On Line
Michelly e Rodrigo não resistiram ao paredão e deram adeus à disputa por R$ 1,5 milhão no Big Brother Brasil 11 (BBB 11) na noite deste domingo, 30. Eles competiam para permanecer na casa contra Rodrigão e Maria. Este foi o terceiro paredão do BBB, que agora soma quatro eliminados – os dois primeiros foram Ariadna e Maurício.
Após a notícia da eliminação, Michelly e Rodrigo se derramaram em lágrimas e abraçaram os brothers da casa. Ao se despedir de Talula, Rodrigo mostrou sua faceta humana e deu força à sister na busca do prêmio máximo do programa: “Você tem que ser forte agora, promete?”. Os outros confinados aplaudiram bastante a saída dos eliminados da noite.

Chico Anysio respira praticamente sem aparelhos, diz boletim

Agência Estado
Um boletim médico divulgado pelo Hospital Samaritano hoje informou que o humorista Chico Anysio respira praticamente sem a ajuda de aparelhos e continua melhorando progressivamente.
Segundo o médico Luiz Alfredo Lamy, Chico Anysio permanece estável e o quadro infeccioso está controlado. Apesar dos sinais de melhora, ainda não há previsão de alta para o humorista, que deu entrada no hospital em dezembro do ano passado com problemas respiratórios.
O humorista apresentava falta de ar e foi submetido a uma cirurgia para desobstrução da artéria coronariana e, desde então, permanece internado no Centro de Terapia Intensiva do hospital, localizado no Rio de Janeiro.

Caetano Veloso revela que seus dois filhos caçulas são evangélicos


Caetano Veloso contou um pouco de sua intimidade familiar em entrevista concedida à revista Serafina, do Jornal Folha de São Paulo. Em conversa em seu apartamento no bairro carioca do Leblon, o músico baiano falou sobre sua carreira e política nacional e revelou que seus dois filhos caçulas são evangélicos e frequentam a Igreja Universal do Reino de Deus, do proprietário da Rede Record de televisão, bispo Edir Macedo.
Entrevistado em seu apartamento no Rio, Caetano falou também da carreira e da política brasileira
Entrevistado em seu apartamento no Rio, Caetano falou também da carreira e da política brasileira
Fernando Vivas | Ag. A Tarde
Perguntado sobre a influência cada vez maior dos grupos evangélicos no Congresso Nacional, o músico, que vai completar 69 anos em agosto, ponderou: “A Record não tem mais rabo preso com o bispo do que a Globo tem com o cardeal.”

A TARDE On Line

D. Canô

Lavagem de N. S. da Purificação leva milhares de pessoas a Santo Amaro

Alana Fraga e Agências
Milhares de pessoas aproveitaram até a madrugada a Festa da Nossa Senhora da Purificação, em Santo Amaro (a 74 quilômetros de Salvador). Por volta das 20h, o público ainda era animado com as atrações musicais que tocavam nos trios. Harmonia do Samba, Psirico, Ilê Ayê e Negra Cor foram algumas das bandas que agitaram a parte profana da festa.
Os festejos religiosos, conduzidos pela família Veloso, começaram pela manhã, quando a mais ilustre das participantes, Claudionor Veloso, a Dona Canô, saiu de sua casa para participar do cortejo em um carrinho de golfe. D. Canô estava acompanhada dos filhos, entre eles a cantora Maria Bethânia, e o secretário de Cultura da cidade, Rodrigo Veloso. O cantor Caetano Veloso não estava presente.
Aos 103 anos de idade, D. Canô, que marca presença na festa desde os quatro anos, fez piada ao tomar um gole de cerveja em um brinde durante o trajeto: “Ô coisa ruim”, exclamou após provar a bebida, em tom de desaprovação, provocando risos entre os que a acompanhavam.
Durante o cortejo, Dona Canô, 103 anos, numa brincadeira, tomou um gole de cerveja e exclamou: “Ô coisa ruim”. Foto: Edgar de Souza/Divulgação.
“Isso foi uma brincadeira. Bethânia estava com um copo e disse para ela tomar dois goles. Ela (D. Canô) tomou, mas não gosta de cerveja. Foi só uma brincadeira”, contou a outra filha da matriarca da família Veloso, Clara Maria.
Depois do cortejo, D. Canô retornou para a casa, por volta das 13h, onde almoçou e passou a tarde descansando, segundo Clara Maria.

Lavagem - As comemorações religiosas em homenagem à Nossa Senhora da Purificação tiveram início com a lavagem das escadarias da Igreja Matriz de Santo Amaro pelas baianas. De lá, o cortejo seguiu para a Igreja do Bonfim, a pedido de D. Canô. Depois do cortejo, D. Canô retornou para a casa, por volta das 13h, onde almoçou e passou a tarde descansando, segundo Clara Maria.

Nesta segunda-feira, 31, até o dia 2 de fevereiro, as atrações em comemoração ao Senhor Santo Amaro e Nossa Senhora da Purificação continuam na cidade. Nesta segunda, a partir das 20h, tem bloco saindo nas ruas e bandas no palco a partir das 22h, com shows de Tatau e do Grupo Coisa de Pele, entre outras. No dia 2, às 16h, acontece a procissão de Nossa Senhora da Purificação. 

A tarde On Line

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nem tudo é tão ruim

Curiosidades

Essa semana teve uma situação meio que ilusitada, pegar uma cobra! A principio acharam que seria uma Jiboia, no entanto descobrimos que não era ai veio o impasse seria ela venenosa ou não venenosa, vai ai algumas dicas
 

Cobras
Como identificar as espécies venenosas?

Dos animais peçonhentos, a cobra é a menos perigosa para o homem. Piores do que ela, estão a Tarântula e a Aranha Marrom.

A maioria das espécies de cobras são de hábitos noturnos e possuem movimentos lentos. Sendo assim, a maior chance de ser picado por uma cobra venenosa é quando pisamos nela. Esta é a razão porque a maioria dos acidentes com picadas acontecem na perna, até a altura do joelho. Dessa forma, o equipamento de proteção individual mais indicado para atividades em matas ou florestas é uma bota de cano alto.
Acidente com picada de cobra. Como proceder?
O reconhecimento de serpentes peçonhentas é de suma importância, pois no caso de uma picada há a necessidade de se informar as características desta para que o tratamento seja aplicado com eficácia.
A eficiência da terapêutica é muito maior com um soro específico do que com soros multivalentes. Assim, se o acidente for com cascavel é muito melhor injetar no paciente soro especificamente anticrotálico, do que um soro polivalente.
A pessoa acidentada informando corretamente ao médico o tipo de cobra que o mordeu, receberá uma terapêutica muito mais eficaz. No caso de dúvidas, lhe será administrado soro polivalente de menor eficiência para combater o veneno ofídico.
Mas algumas perguntas podem ser suscitadas:
1 - O médico não é capaz de diagnosticar pelos aspectos clínicos o tipo de cobra que mordeu a pessoa?
Sim, a prática clínica com vítimas de ofídios peçonhentos leva ao reconhecimento correto da cobra responsável pelo acidente, mas são poucos os profissionais que têm a prática necessária para fazer este diagnóstico. Em todo Brasil, ocorrem mensalmente entre 1.500 e 2.000 casos de ofidismo. Sendo assim, são poucos os médicos que têm experiência suficiente para reconhecer os quadros clínicos específicos de cada gênero de serpente, com exceção é claro, daqueles que atuam nos grandes centros de referência, como por exemplo, o Hospital Estadual São Sebastião (Caju), Hospital Municipal Lourenço Jorge (Barra da Tijuca), Hospital Universitário da UFRJ (Fundão) e Hospital Municipal Souza Aguiar (Centro).
2 – Os hospitais possuem algum teste para detectar o tipo de veneno?
Sim. Esses exames existem e são capazes não só de identificar o tipo de veneno como também a quantidade que foi injetada pelo animal na vítima. Mas há 2 problemas: primeiro, os testes são demorados e o paciente não pode aguardar horas para a realização do mesmo e segundo, nas atuais condições em que a saúde pública se encontra, a dificuldade técnica e o custo acabam limitando sua utilização. Sendo assim, quando o paciente chega ao posto de atendimento é preciso agir com rapidez e com os meios disponíveis: soros e outros remédios.
Sendo assim, até que haja um meio eficiente e sem riscos de diagnosticar o tipo de veneno nos centros médicos e postos de saúde, é importante que a vítima seja capaz de informar a espécie (pelo menos o gênero) de cobra que a mordeu: jararaca, cascavel, surucucu ou coral. Levar o ofídio – vivo ou morto – até o centro médico é uma ótima idéia, desde que a captura ou morte do animal não resulte em novas mordidas. O animal morto ou imobilizado, poderá ser examinado com calma e de uma forma minuciosa.
Reconhecimento: como saber quais são as venenosas?
INFORMAÇÕES BÁSICAS:

 
 VENENOSA
 NÃO VENENOSA
 CABEÇA
 TRIANGULAR
 ARREDONDADA
 OLHOS
 PEQUENOS
 GRANDES
 FOSSETA (orifício entre os olhos e a narina)
 TEM
 NÃO TEM
DESENHO DAS ESCAMAS
 IRREGULARES
 SIMÉTRICOS
 CAUDA
 AFINA RAPIDAMENTE
 AFINA GRADATIVAMENTE
 DENTES
 2 PRESAS
 PEQUENOS E IGUAIS
 PICADA
 2 MARCAS MAIS PROFUNDAS
 ORIFÍCIOS PEQUENOS E IGUAIS
INFORMAÇÕES DETALHADAS
Cobras Venenosas
-> Cabeça chata, triangular, bem destacada.
-> Olhos pequenos, com pupila em fenda vertical e fosseta loreal entre os olhos e as narinas (quadradinho preto).
-> Escamas do corpo alongadas, pontudas, imbricadas, com carena mediana, dando ao tato uma impressão de aspereza.
-> Cabeça com escamas pequenas semelhantes às do corpo.
-> Cauda curta, afinada bruscamente.
-> Quando perseguida, toma atitude de ataque, enrodilhando-se.
Cobras Não Venenosas
-> Cabeça estreita, alongada, mal destacada.
-> Olhos grandes, com pupila circular, fosseta lacrimal ausente.
-> Escamas achatadas, sem carena, dando ao tato uma impressão de liso, escorregadio.
-> Cabeça com placas em vez de escamas.
-> Cauda longa, afinada gradualmente.
-> Quando perseguida, foge.
IMPORTANTE
* Verifique a coloração do corpo do animal que lhe mordeu. Os característicos anéis coloridos das cobras corais são gritantes. Você poderá dizer ao médico se foi ou não uma cobra coral. A confusão com as serpentes corais falsas é irrelevante, pois não trará nenhum perigo à sua saúde.
* Se não for coral, veja bem a cauda da cobra se tem ou não o chocalho típico da cascavel. O chocalho também se ouve: antes de dar o bote, a cascavel balança vigorosamente a cauda para lhe espantar com o ruído. O chocalho é muito óbvio e fácil de reconhecer. Já as escamas eriçadas da cauda da surucucu é muito mais difícil de ver.
* Tome nota da hora em que a pessoa for picada. É uma informação preciosa para o posto de socorro. Por exemplo, poderá servir ao médico para diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa: se após pouco tempo você não tem nenhum dos sintomas clínicos de envenenamento ofídico, ficará algum tempo em observação sem tomar soro. O tempo decorrido entre o acidente e a intensidade dos sintomas também é fundamental para avaliar a gravidade do caso e guiará a terapêutica a ser aplicada.
* Se não tiver nenhuma observação sobre a cobra, pelo menos informe os aspectos do local em que aconteceu o acidente: floresta, areia, rochas expostas, etc.
Como é produzido o antídoto
O antídoto contra o veneno é preparado a partir de soro de cavalos que são imunizados contra a peçonha de cobras. Doses crescentes de veneno são injetadas durante um período para que o animal fabrique anticorpos contra o mesmo. Depois, retira-se o sangue do cavalo e prepara-se o soro anti-ofídico para uso em pacientes mordidos por cobras.
É possível injetar mais de um tipo de veneno, por exemplo, de jararaca e cascavel no cavalo, a fim de que faça anticorpos contra ambos as serpentes. Isto é feito e existem soros bivalentes: antibotrópico e anticrotálico (contra jararaca e cascavel), antilaquético e antibotrópico (contra surucucu e jararaca), etc.
Entretanto, a eficiência da terapêutica é muito maior com um soro específico do que com soros multivalentes. Assim, se o acidente for com cascavel é muito melhor injetar no paciente soro especificamente anticrotálico, do que um soro polivalente.

Cultura

Maculelê Origem e História da Dança



Exibição de Maculelê

O Maculelê é uma manifestação cultural oriunda cidade de Santo Amaro da Purificação – Bahia, berço também da Capoeira. É uma expressão teatral que conta através da dança e de cânticos, a lenda de um jovem guerreiro, que sozinho conseguiu defender sua tribo de outra tribo rival usando apenas dois pedaços de pau, tornando-se o herói da tribo. Sua origem é desconhecida. Uns dizem que é africana, outros afirmam que ela tenha vindo dos índios brasileiros e há até quem diga que é uma mistura dos dois. O próprio Mestre Popó do Maculelê, considerado o pai do maculelê, deixa clara a sua opinião de que o maculelê é uma invenção dos escravos no Brasil, assim como a capoeira. 

A lenda da qual teria surgido o maculelê possui também várias versões.
Em uma delas conta-se que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado por eles, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio. Certa vez Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando toda a tribo saiu para caçar. Eis que uma tribo rival aparece para dominar o local. Maculelê, usando dois bastões, lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo.

Outra lenda fala do guerreiro indígena Maculelê, um índio preguiçoso e que não fazia nada certo; por esta razão, os demais homens da tribo saíam em busca de alimento e deixavam-no na tribo com as mulheres, os idosos e as crianças. Uma tribo rival ataca, aproveitando-se da ausência dos caçadores. Para defender a sua tribo, Maculelê, armado apenas com dois bastões já que os demais índios da sua tribo haviam levado todas as armas para caçar, enfrenta e mata os invasores da tribo inimiga, morrendo pelas feridas do combate. Maculelê passa a ser o herói da tribo e sua técnica reverenciada.

Conta outra lenda que a encenação do Maculelê baseia-se em um episódio épico ocorrido numa aldeia primitiva do reino de Ioruba, em que, certa vez, saíram os guerreiros juntos para caçar, permanecendo na aldeia apenas 22 homens, na maioria idosa, junto das mulheres e crianças. Disso aproveitou-se uma tribo inimiga para atacar, com maior número de guerreiros. Os 22 homens remanescentes teriam então se armado de curtos bastões de pau e enfrentado os invasores, demonstrando tanta coragem que conseguiram colocá-los em debandada. Quando retornaram os outros guerreiros, tomaram conhecimento do ocorrido e promoveram grande festa, na qual os 22 homens demonstraram a forma pela qual combateram os invasores. O episódio passou então a ser comemorado freqüentemente pelos membros da tribo, enriquecido com música característica e movimentos corporais peculiares. A dança seria assim uma homenagem à coragem daqueles bravos guerreiros.

Podemos ver que a primeira lenda indica a mistura da cultura africana com a indígena quando se diz que um “negro fugido” é acolhido por uma “tribo indígena”. Na outra já não há a menção de negro fugido ou escravo, o protagonista era o “índio preguiçoso”. Indicação da origem indígena. E por fim, na terceira versão diz que o episódio aconteceu em uma “aldeia primitiva no reino de Ioruba”. Indicação de origem africana.

Há muitas outras versões de lendas sobre o Maculelê, mas todas sustentam a versão de um guerreiro sozinho, enfrentando a invasão inimiga com apenas dois bastões.

Por muito tempo o maculelê foi apresentado nas ruas e praças da cidade, nos dias de festa da padroeira conforme Mestre Popó, explica com suas próprias palavras em uma entrevista cedida à Maria Mutti em 16/12/1968 em Santo Amaro – Bahia:

“Segundo Mestre Popó, Maculelê é luta e dança ao mesmo tempo, se um feitor aparecia na senzala à noite, pensava que era a maneira de adoração aos deuses das terras deles (dos negros escravos), as músicas não davam ao feitor entender o que eles cantavam.
A festa era realizada de 8 de dezembro (consagração de Nossa Senhora da Conceição) e 2 de fevereiro (dia de Yemanjá) em Santo Amaro da Purificação. Acontecia nas praças e nas ruas da cidade e era considerada uma festa ``profana'' realizada pelos negros escravos.
“em marcha guizada, a ``Marcha de Angola’’, que tem algo de Capoeira e de Samba, tudo isso em Movimentos sempre ao compasso das batidas das grimas (bastões).”

Mestre Popó do Maculelê
No início do século XX, com a morte dos mestres do Maculelê, a manifestação deixou de acontecer por muitos anos, até que em 1943, Paulino Aluisio de Andrade, o Mestre Popó do Maculelê, resolve reunir parentes e amigos para ensinar a dança baseado em suas antigas lembranças. Consegue então resgatar o Maculelê e forma o Conjunto de Maculelê de Santo Amaro o qual ganhou grande fama. Mestre Popó começou a aprender o Maculêle com um grupo de pretos velhos, ex-escravos Malês, livres. Segundo ele já não tinha mais escravidão nessa época e eles se reuniam à noite: João Oléa, Tia Jô e Zé do Brinquinho: "eles eram livres, mas quem botou o Maculelê fui eu mesmo" (Popó).
Segundo Plínio de Almeida (Pequena História do Maculêle) o Maculêle existe desde 1757 em Santo Amaro da Purificação e as cores branca e vermelha nos rostos, que assustavam as pessoas, poderia ser símbolos de algumas tribos Africanas, como por exemplo, os Iorubas. Mas na verdade fica muito difícil identificar exatamente à qual grupo étnico está associado à origem do Maculêle. Podemos citar, por exemplo: os Cabindas, os Gêges, os Angolas os Moçambiques, os Congos, os Minas, os Cababas.

Instrumentos
O instrumento fundamental no maculelê é o atabaque. Na época de Mestre Popó eram usados três atabaques seguindo a formação do candomblé. Outros instrumentos como o agogô e o ganzá também eram tocados durante a apresentação. Hoje vemos apresentações de maculelê, na maioria das vezes somente com o atabaque.

Indumentária e Pintura
Na época de Mestre Popó a indumentária era simples, de acordo com as condições cotidianas dos dançarinos. Geralmente usavam camisas e calças comuns aos africanos, de algodão cru e pés descalços.
Estes pintavam os rostos e as partes desnudas com tintas feitas com restos de fuligem de carvão ou de fundo de panelas. Exageravam na tintura vermelha que usavam na boca que era feita com sementes de urucum. Algumas pessoas do grupo empoavam suas cabeleiras com farinha de trigo, usavam touca nas cabeças ou lenço no pescoço. 

Cânticos
Muitos dos cânticos do maculelê, provém dos candomblés de caboclo, alguns das canções de escravos e outros até fazem menções à cultura indígena. Os cânticos acompanham o desenrolar da apresentação do maculelê. Cada parte da encenação do maculelê tem a sua cantiga certa que acompanha. São muitos os cânticos do maculelê e cada grupo tem os seus prediletos. Eis alguns deles cantados antigamente na época de Mestre Popó:

Cântico para saudação:
Ô boa noite pra quem é de boa noite/Ô bom dia pra quem é de bom dia/A benção meu papai a benção/Maculêle é o rei da valentia.

Homenagem à Princesa Isabel: (alguns homenageiam Zumbi dos Palmares):
Vamos todos louva/A nossa nação brasileira/Viva a dona Isabel (ou Zumbi dos Palmares) /Ai meu Deus/Que nos livrou do cativeiro

Peditório: (ocorre nas saídas às ruas):
Deus que lhe dê, ê/Deus que lhe dá, á/Lhe dê dinheiro/Como areia no mar.

Louvação aos pretos de Cabindas ou Louvor a Nossa senhora da Conceição:
Nós somos pretos da Cabinda de Aruanda/A Conceição viemos louvar/Aranda ê, ê, ê/Aranda ê, ê, á.

Fulô da Jurema, de influência indígena:
Você bebeu Jurema/Você se embriagou/Com a fulô do mesmo pau/Vosmicê se levanto.

Saudação de chegança:
Ô sinhô dono da casa/Nós viemos aqui lhe vê/Viemos lhe pergunta/Como passa vosmicê
Saudação de despedida:
Quando eu for embora ê/Todo mundo chora ê. 

Em cena
Durante a apresentação do maculelê, os componentes, que representam a tribo rival, formam um círculo em volta de uma pessoa, que representa o herói. Todos sustentando um par de bastões nas mãos. O desenrolar da história é contado através dos cânticos que são respondidos em côro. Além do côro os componentes batem os bastões (grimas) no ritmo do atabaque que é tocado pelo mestre do maculelê.

O Maculelê hoje
Hoje o maculelê se mantém preservado graças à sua incorporação por grupos de capoeira, que incluíram a dança nas suas apresentações em batizados e festas populares. Os componentes se apresentam vestidos de saia de sisal, sem camisa e com pinturas pelo corpo. Há também alguns grupos que preferem se apresentar com seus abadás usuais, o que deixa evidente a sua descaracterização, o que deve ser evitado para que não percamos mais uma manifestação cultural através do esquecimento de suas raízes.

O maculelê faz parte do folclore brasileiro e deve ser preservado como patrimônio cultural, assim como a capoeira. Deve ser mantido e respeitado como tradição. Seja ela trazida por nossos irmãos africanos ou criada pelos nativos indígenas, a beleza do maculelê traz em si os traços da miscigenação cultural de um país onde a cultura é a mais rica do mundo, apesar de não receber o reconhecimento que merece.

Salve o Maculelê Salve Mestre Popó

Axé

Bibliografia:
-Mutti, Maria: Maculêle, Santo Amaro da Purificação, 1968.
-Carybé: As Setes Portas da Bahia, Coleção Recôncavo, Ed. Livraria, 1951 2a.Edição.
-Almeida, Plínio de: Pequena História do Maculêle.

Sites para referência: